IITAA (Institute for Investigation and Technology of Agronomy and Environment) is very much engaged and has the know how to pursuit studies on insular climate characterization / prediction and effects of global change on communities from the open ocean to the islands tops, modernize agriculture ... Read more »
2002 - 2006
Este projecto é a continuação do projecto "Influência dos Polifenóis na Utilização de Recursos Arbustivos pelos Ruminantes" Ref.ª 3/3.2/CA/1982/95 realizado no âmbito do programa PRAXIS XXI que teve como principal objectivo promover a utilização de arbustos forrageiros na alimentação de ruminantes. Na 1ª fase deste projecto foram analisados quimica e nutritivamente arbustos forrageiros recolhidos em diferentes locais de Portugal Continental e Açores. Detectou-se, na maior parte dos arbustos analisados, a presença de taninos que são factores anti-nutritivos que ocorrem naturalmente nas plantas e que têm a capacidade de se ligar às proteínas e a outras moléculas originando uma menor utilização digestiva e metabólica dos nutrientes por diminuição da degradação das proteínas alimentares no rúmen, por perturbação da actividade microbiana, por diminuição da ingestão, podendo mesmo ser tóxicos para os animais. Quando presentes nos alimentos em pequenas quantidades os taninos podem ser utilizados de forma vantajosa, impedindo o timpanismo, devido à acção anti-espumante no rúmen (Mangan,1988) e por protegerem as proteínas de origem alimentar de uma desaminação microbiana excessiva a nível ruminal, aumentando o fluxo de azoto não amoniacal e de aminoácidos essenciais do rúmen para os compartimentos pós ruminais (Barry e Manley, 1984, Zimmer e Cordesse, 1986, Waghorn et al. 1987; Waghorn, 1990, Frutos et al. 2000).
Nesta 2ª fase do projecto a Instituição proponente (Estação Zootécnica Nacional) procura explorar a vertente benéfica da utilização de taninos em alimentação animal, nomeadamente no que diz respeito à sua utilização como protectores das proteínas dos alimentos impedindo a sua desaminação excessiva a nível ruminal permitindo assim aumentar o fluxo de aminoácidos essenciais para os compartimentos pós ruminais. Assim, durante este 1º ano realizou-se um ensaio em que se utilizou um concentrado de taninos extraído da esteva (Cistus ladanifer L.) como protector da proteína de bagaço de soja contra a excessiva degradabilidade ruminal.
O Instituto Superior de Agronomia, Instituição I, continuou os trabalhos na área de valorização nutritiva e utilização de arbustos por ruminantes em regime de pastoreio extensivo. Estes trabalhos são realizados com o objectivo de estudar a influência dos polifenóis sobre o valor alimentar das espécies forrageiras, avaliar os níveis de toxicidade e a sua influência benéfica quando presentes na dieta animal.
A Universidade dos Açores (Instituição 2) continua os estudos do valor alimentar e a utilização de Pittosporum undulatum, Hedychium gardnerianum, Myrica faya, Ilex perado. Para além disso, iniciou-se a pesquisa bibliográfica e o delineamento de ensaios sobre o efeito dos taninos na produção de vacas leiteiras.
Estação Zootécnica Nacional - INIAP
Instituto Superior de Agronomia - UTL
Departamento de CiÊncias Agrárias - UAc