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Marcadores bioquímicos de patogenicidade em bactérias do ácido láctico

Tecnologias Alimentares e Saúde

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Referência

M. L. N. Enes Dapkeviciusa, I. E. Regoa, S. Câmara, M. C. Costa, A. Dapkeviciusa, C. C. G. Silva (2011) Marcadores bioquímicos de patogenicidade em bactérias do ácido láctico. XXII Encontro Nacional da Sociedade Portuguesa de Química. 3-6 July, Braga, Portugal

Resumo

As bactérias do ácido láctico (BAL) são geralmente consideradas como seguras, à excepção dos enterococos, que podem, nalguns casos, comportar-se como patógenos oportunistas. Contudo, quando se pretende empregar BAL isoladas de produtos alimentares tradicionais em novos processos alimentares, um dos passos para a sua selecção envolve a exclusão de caracteres de patogenicidade que possam ser transmitidos a outros microrganismos. São frequentemente testados a presença de hemolisinas, gelatinase e termonuclease, a produção de aminas biogénicas (histamina) e a resistência a antibióticos.

Neste trabalho, foi investigada a presença dos marcadores de patogenicidade acima referidos em 37 isolados de BAL provenientes de queijo do Pico artesanal. A presença de hemolisinas, gelatinase, termonuclease e histidina descarboxilase1,2 foram investigados em meios de cultura adequados e a resistência a 23 antibióticos foi pesquisada de acordo com métodos padrão3.

Todas as BAL em estudo eram alfa-hemolíticas, não produtoras de termonuclease nem de histidina descarboxilase, mas mais de um terço dos isolados degradou a gelatina. A resistência aos antibióticos beta-lactâmicos foi relativamente rara, em especial no caso das penicilinas. Quase todos os isolados foram resistentes aos aminoglicósidos, quinolonas, lincosamidas e sulfamidas. Pelo menos um terço dos isolados apresentaram resistência a ansamicinas, policetídeos, fenicóis e macrólidos. As BAL apresentam resistência intrínseca a vários grupos de antibióticos sendo, neste caso, pouco provável a transferência horizontal destes caracteres. Antes de contemplar a utilização destes microrganismos em alimentos, deve garantir-se que as resistências a antibióticos que apresentam são intrínsecas.

 

Agradecimentos: Este trabalho foi levado a cabo no âmbito do projecto PTDC/AGR-ALI/104385/2008, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

 

Referências

[1] Nakayama, J., Cao, Y., Horii, T., Sakuda, S., Akkermans, A. D. L., Vos, W. M., Nagasawa, H.: Gelatinase biosynthesis-

activating pheromone: a peptide lactone that mediates a quorum sensing in Enterococcus faecalis. Mol. Microbiol. 41(2001)145–154

[2]Semedo, T., Santos, M. A., Lopes, M. F. S., Marques, J. J. F., Crespo, M. T. B. e Tenreiro, R. Virulence factors in food, clinical and reference enterococci: a common trait in the genus? System. Appl. Microbiol. 26 (2003) 13-22

[3]SFM, Comité de l’antibiogramme, Recommendations 2008

Domingo, 03 Julho, 2011

Equipa

Célia Costa Gomes da Silva
Coordenador do Grupo de Investigação
Maria de Lurdes Nunes Enes Dapkevicius
Membro Integrado com contrato
Oldemiro Aguiar do Rego
Membro Integrado com contrato
Sandra Paula de Aguiar Câmara
Aluno de Doutoramento
Airidas Dapkevicius
Antigo membro

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